Oct 12, 2012

Divagações


“A 26 de Novembro vais ter a confirmação.”

26 de Setembro? Mas isso não faz sentido! Quer dizer, de acordo com a minha teoria o número não tem qualquer simbolismo relacional. E é impossível dizer se vai acontecer ou não, seja o que for que se vai suceder.

                Já pesquisei os acontecimentos da data, já me lembrei que possa ter sido uma contagem dos dias porque me perguntou em que dia do mês é que estávamos e corrigiu o 28 para 26, nada faz sentido. 26? Porquê 26? Porque não 15, ou 10 de Dezembro?

                Afinal isto de ser uma marioneta num mundo rodeado por robôs ou máquinas programadas para me tornarem num objecto de estudo tem que se lhe diga. Principalmente quando os observadores nos dão enigmas impossíveis de decifrar que só deixam dúvidas e suposições sem certezas de nada.

                26? Será que são conversas paralelas que me levam a duvidar da minha própria conjectura? Conversas essas que sou obrigada a desconhecer por motivos que me são alheios mas bem evidentes. É isso? A minha vida está algures entre uma charada e umas palavras num banco de jardim? Não. Não pode ser… Conheço-os demasiado bem para saber que não é disso que se trata, não pode ser. Até porque o risco de um “Não” ultrapassa em grande escala a coragem que algum dia possa vir a existir e todos sabem disso. Não é difícil perceber da minha boca só sairia uma resposta negativa. E depois seriam incapazes de falar disso seja com quem for.

Mas se não é isso então é o quê? 26? Porquê? Não sei, e duvido que algum dia venha a saber… mesmo depois do dia 26 de Novembro. Tiraram-me o sono, encheram-me de dúvidas.

É esperar que o puzzle se resolva por si já que eu aparentemente não o consigo fazer.

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