Ela perguntava repetida e efusivamente: "Avô, posso tocar?"
Até que ele por fim respondeu no seu tom de voz terno e condescendente: "Podes."
E ela lá foi, feliz como se o mundo fosse acabar no minuto seguinte e aquele fosse o último acto de prazer que fazia, com o avô ao seu lado a sorrir de forma paciente, orgulhosa e carinhosa, como decerto sempre fizera, ao som da campainha de Páscoa tocada pela neta. Acompanhava-os o mais novo, no seu passo desajeitado que quem aprendeu há pouco a andar.
Fiquei a vê-los caminhar, perdida algures dentro de mim...
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