Jan 21, 2012

O que é que é ser-se criança ao certo?

Hoje trago-vos aqui uma pequena reflexão, daquelas que eu faço às vezes e que acho que não fazem sentido nenhum até pensar realmente nelas, deixar de ignorar aquilo que o meu super-ego me diz (quem não sabe o que quer dizer que aprenda psicologia  :p) e aceitar que para mim fazem sentido... aliás, foi por isso que as criei, porque fazem sentido! E devo confessar que isto é também uma forma de enriquecer a auto-estima e a confiança que temos em nós mesmos. Uma das coisas de que só há pouco tempo me apercebi é que por vezes temos de admitir interiormente algo daquilo que reprimimos durante décadas para nos libertarmos disso. De certa forma isto faz parte do que chamo o "processo de crescimento interior do indivíduo" (e não, não estudo psicologia, tenho é muita filosofia e tretas desse género dentro mim que me fazem ter estas saídas de vez em quando). Mas voltando ao tema principal... Hoje a minha queridíssima avô, ou abuelita, fez aninhos e dei por mim a pensar que dezoito anos numa vida que pode durar um século não é absolutamente nada. Aquilo que vivi até agora não é mais do que uma introdução para o que vem a seguir a isso, portanto será legítimo pensar que eu, embora já não o seja no exterior, ainda sou uma criança?
A resposta, meus caros, é bastante mais óbvia do que parece. É SIM, nada mais nada menos do que a palavra de três letrinhas com uma conotatividade afirmativa. É claro que ainda sou uma criança. Agora, a pergunta de um milhão de dólares é: não o serei eu para toda a vida, independentemente da idade que tenha? Já alguém se questionou porque é que os idosos são muitas vezes apelidados de crianças grandes? Talvez não porque sejam pequenos intelectualmente, bem sei, but still...
Quando os homens jogam futebol com os amigos não estarão a ser pequenos adultos? Quando as mulheres brincam com os filhos e se divertem não são crianças? Eu acho que são. Todos nós já o fomos e sinceramente acho que o sentimento se preserva. É claro que deixamos de fazer birras irritantes e de pedir brinquedos às mães, ou pelo menos a maior parte deixa, mas continuamos a sentir vontade de brincar e agir como crianças numa ou noutra situação. Um adulto que goste de ver desenhos animados não deve ser descriminado. Honestamente já não tenho paciência para isso, principalmente depois de me aperceber que hoje em dia os cartoons já não são como no meu tempo e que as influencias que os miúdos têm são bastante mais negativas do que antigamente, mas às vezes gosto de recordar aquilo que via na minha infância e até me divirto bastante, não só porque me leva ao passado e me faz voltar aos melhores anos que já vivi mas porque alimentar aquela parte de nós que nunca cresceu é muito bom. Quer dizer, quem é que não gosta, mesmo depois de maduro, de jogar à apanhada com o pessoal, de sentir aquela adrenalina pelo corpo, de correr que nem um maluco pra não ter de perseguir os outros? Eu gosto! No fundo no fundo somos mesmo é crianças grandes. Umas com mais maturidade do que outras mas já todos tivemos aquele momento de loucura que nos leva a cometer infantilidades que nos fazem sentir bem por dentro. Não há como nega-lo e também não há motivos para ter vergonha. Faz parte do ser humano, sempre foi assim e sempre será…


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